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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Rap do Maquiavel


quarta-feira, 24 de julho de 2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Primavera Árabe e Filosofia Política – parte 2

O confronto entre torcidas de times de futebol rivais no Egito, ocorrido em 02 de fevereiro de 2012, resultou em mais um triste episódio da história da Primavera Árabe. Mas como uma mera partida de futebol tornou-se uma tragédia e ganhou conotação política? A resposta a essa questão está na atual conjuntura política do país.

 

Em 1953, foi proclamada a república no Egito. Contudo, Hosni Mubarak não ascendeu ao poder democraticamente, e sim pelo que Maquiavel chamaria de “virtù própria, mas também favorecido por outros”.  Mubarak era militar de carreira e, após seu desempenho em conflitos como a Guerra do Yom Kippur contra Israel em 1973, foi promovido a marechal. Em 1975, foi nomeado vice-presidente do Egito pelo então presidente Anwar el-Sadat. Depois do assassinato desse governante, em 1981, tornou-se presidente.

 

Contudo, a posse de Mubarak ganhou uma conotação ditatorial, uma vez que suas ações tinham em vista perpetuar e ampliar o seu próprio poder - em 2005, conseguiu aprovar leis que promoveriam seu quinto mandato consecutivo. Apenas candidatos indicados pelo Parlamento podiam concorrer às eleições, e Mubarak foi acusado de coagir e manipular as indicações, de modo que elas o favorecessem

 

Atualmente, o governo do Egito é uma república sob a liderança militar do Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu após a renúncia de Hosni Mubarak, ocorrida como consequência de protestos em massa em 2011. O Poder Legislativo é comandado tanto pelo governo quanto pela Assembleia do Povo (cujos representantes foram eleitos pelo voto popular).

 

Essa onda de levantes populares, denominada Primavera Árabe, entre os quais, encontra-se o Egito, poderia exemplificar algumas teses do filósofo do século XVI, Nicolau Maquiavel. Ele sustenta que existem dois humores ou apetites, dois desejos conflitantes nos Estados: os grandes, que querem dominar e perpetuar o seu poder, e o povo, que não quer ser dominado. Apenas na medida em que o poder político consegue articular os interesses conflitantes dessas duas instâncias da sociedade, regulamentando leis que ponham limite à ambição desmedida dos grandes e, ao mesmo tempo, ampliem o poder popular, tem-se, então, uma democracia.

 

Contudo, se uma classe se sobrepõe a outra, seja essa classe o povo, os militares, ou a classe rica, e consegue fazer prevalecer seus interesses sobre os demais, então se tem um governo despótico, marcado pela arbitrariedade política e opressão da oposição. Nesse governo, o poder é personificado pelo dirigente e pode se dar sob a forma de qualquer regime: monárquico ou republicano.

 

No caso do Egito, mesmo tendo sido deposto o governo de Mubarak, a junta militar continua a centralizar o poder político e articulá-lo em favor da permanência do antigo regime, ainda que contra a opinião popular, que deseja instaurar um governo de cunho democrático.

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Legenda: Grafite com imagem do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, na praça Tahir, na cidade do Cairo. Mubarak foi deposto após uma onda de manifestações que pediam o fim de seu governo, que já durava 30 anos. Por Denis Bocquet. CC BY 2.0.

 

O levante egípcio também pode ser analisado sob a ótica das teorias contratualistas de John Locke, filósofo do século XVII. Esse filósofo sustentava que, quando uma comunidade se encontra sem uma autoridade superior ou sem uma relação de submissão, desenvolve-se nela um estado de natureza, ou seja, um estado em que não se cumprem as leis que asseguram os direitos naturais do homem, os quais seriam, para Locke, a segurança de sua própria vida e o gozo daquilo que se adquire como fruto de seu trabalho.

 

Os egípicios não reconhecem a junta militar que governa o seu país atualmente como um poder legítimo (consentido) e clamam por eleições democráticas. Disso resulta o cenário de instabilidade política, confrontos e opressão popular.

 

Para Locke, o Estado deveria ser apenas um guardião que centralizaria as funções jurídicas e administrativas, responsável por organizar o convívio social. Os indivíduos de uma comunidade política deveriam consentir a uma administração a autoridade para centralizar a poder público. Uma vez que esse consentimento é dado, caberia ao governante retribuir os poderes a ele delegados, agindo de forma a garantir os direitos individuais e naturais do homem. O governante que quebra a confiança, agindo de má-fé ou não assegurando tais direitos, concede ao povo o direito e o dever de questionar o poder e rebelar-se.

 

Também podemos analisar a conjuntura política do Egito segundo as concepções do filósofo contemporâneo Claude Lefort. De acordo com esse autor, nos governos não democráticos, o governante se apossa do poder por toda a sua vida como se fosse seu proprietário.

 

Esse poder político pode ser exercido por uma determinada pessoa (um ditador ou tirano) ou por um grupo (oligarquia), e é personalizado, não legitimado, ou seja, não detém o consentimento da maioria, mas se sustenta por meio de um apelo populista que lhe traz prestígio, ou da força política ou militar dos que o possuem. Além disso, essa forma de poder tende a buscar a uniformização das crenças, das opiniões, dos costumes, evitando o pensamento divergente e destruindo a oposição.

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Legenda: Grafite na praça Tahir, na cidade do Cairo, Egito. Esse local é palco de muitas manifestações contra o governo egípcio. Por Denis Bocquet. CC BY 2.0.

 

Disso resulta o totalitarismo, em que o poder se concentra em um partido único, representado por um homem todo-poderoso: o egocrata. São características dessa forma de poder ações drásticas ou de cunho populista buscando-se manter sempre em evidência, além do abuso do poder, evidenciado pela sobreposição do executivo aos poderes Legislativo e Judiciário, dando margem à arbitrariedade e à opressão.

Vemos a figura do Egocrata no Nazismo e Fascismo, com Benito Mussolini, General Franco, Adolf Hitler. No caso dos regimes totalitários no Oriente Médio, que sucumbiram frente à onda de manifestações da Primavera Árabe, podemos perceber algumas semelhanças com as teorias de Lefort, principalmente no que diz respeito ao uso da força política e militar, e supressão da oposição.

Primavera Árabe e Filosofia Política - PARTE 1

Há mais de um ano, temos presenciado diversos levantes populares em países do norte da África e Península Arábica, muitos dos quais contribuíram para o fim de regimes ditatoriais que perduravam há décadas.

Contudo, do embate entre os manifestantes que se insurgiram contra seus governos e as forças militares responsáveis pela guarda do poder político vigente, milhares de pessoas foram mortas ou gravemente feridas.

Na quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012, o confronto entre torcidas de times de futebol rivais no Egito resultou em mais um triste episódio da história da Primavera Árabe, movimento político contestatório, desencadeado pelo suicídio do tunisiano Mohamed Bouazizi, que gerou uma série de protestos e confrontos políticos, instaurando um cenário de instabilidade política em países como Egito, Tunísia, Síria, Iêmen, Costa do Marfim, entre outros.

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Legenda: Manifestações na Tunísia, que resultaram na queda do presidente Zine al-Abdine Ben Ali. por cjb22. CC BY 2.0.

As torcidas dos times Al Ahly e Al Masry se digladiaram no estádio que sediava a partida, após a vitória do Al Ahly. Quando os torcedores desse time invadiram o campo para celebrar, seus rivais iniciaram um confronto que resultou na morte de 74 pessoas, além de deixar 400 feridos.

 

Mas o que o conflito entre essas torcidas tem a ver com o cenário político egípcio? Tudo!

No Egito, as torcidas de times de futebol foram extremamente atuantes nas manifestações e confrontos que resultaram na queda do ditador Hosni Mubarak. Assim, especula-se que o embate no estádio tenha ocorrido entre grupos políticos ultrarradicais pertencentes a essas torcidas, cuja rivalidade vai além do esporte, estendendo-se à política.

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Legenda: Os chamados “Al Ahly Ultras”, torcedores ultrarradicais do time Al Ahly, ocupam a Praça Tahrir em 03 de julho de 2011, durante a onda de manifestos pró-democracia que derrubaram o governo de Hosni Mubarak. Por Lilian Wagdy. CC BY 2.0.

Também se atribui parte da culpa à deliberada displicência das autoridades policiais presentes no estádio, os quais teriam permitido a entrada de pessoas armadas na partida, tudo isso no intuito de incitar o conflito entre as torcidas e desestabilizar as forças opositoras ao regime militar estabelecido desde a queda de Mubarak.

Analisando a conjuntura política instaurada nessa região sob a ótica da filosofia, é possível compreender como e por que a rede de eventos que se seguiu ao suicídio de Mohamed Bouazizi culminou em tal cenário de instabilidade e insegurança, no qual uma mera partida de futebol ganhou um caráter político e resultou em uma tragédia.

 

FONTE: http://blog.educacional.com.br/blog_filosofia/2012/02/28/primavera-arabe-e-filosofia-politica/

Política segundo Platão e Aristóteles

Você é idiota ou é político? - Mario Sergio Cortella sobre política

 

 

 



 

 

 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pedro Cardoso detona Globo ao vivo



 

O programa 'Na Moral' de Pedro Bial desta quinta-feira (12) promoveu, certamente de forma imprevista, mais um dos episódios RAROS, deliciosamente gostosos de se ver nesse mesmo canal (só não superou o Cid Moreira lendo a resposta de Brizola (http://www.youtube.com/watch?v=dj_-GHGn_jg)).

Pedro Cardoso fala de forma aberta o que MUITOS gostariam de falar num meio de comunicação amplo como a globo! Com a ajuda inconsciente da topeira do fotógrafo e do Bial, a Globo cai em evidência como agente efetivo (patrocinadora e instigadora) do trabalho dos paparazzi. Em um determinado momento, o fotógrafo, mediocremente, resolve tentar colocar o Pedro numa sinuca, dizendo que o seu maior cliente é a rede globo. A topeira achou que isso iria inibir o ator de continuar seu discurso. Uma jogada sagaz da topeira, mas isso não impediu que Pedro continuasse: "...mas quem compra a maior parcela das minhas fotos, o meu maior cliente, é a rede globo!" (em outras palavras: Você está me FODENDO de verdade... quem sair pra fora da caverna de Platão e descobrir que isso que faço é refletir sombras na parede, estou FODIDO. Minha vida é isso, esse comércio cínico de fotos alheias! E é o SEU patrão e provedor de fama que me paga! CHUPA ESSA!). O ator não recua e diz: "... pois então eu estou falando da rede globo!". Assim se justifica o título do vídeo. Ele discursa, com autoridade e brilhantismo, sobre uma das características mais medíocres da vida humana que é a especulação da vida de outrem e, pior, fazer dessa máquina maldita fetichista, um mecanismo de ganhos exorbitantes, fazendo um verdadeiro serviço de deseducação nessa população que é tão castigada pela ignorância repassada culturalmente de pai para filho, de televisão para mentes.

Um próprio programa da emissora tirando conclusões sobre merdas que a própria emissora faz... são contradições que inevitavelmente a globo vai ter que enfrentar. A cada dia mais crescerá o desejo de se discursar sobre o problema da dominação das grandes mídias e sobre o poder nocivo dela. ISSO será motivo de audiência e não essas noveletes e programas imbecis, que nem de entretenimento podem ser chamados.

As pessoas que comentam "então vá para cuba" (SIC), "então não trabalhe na globo" (SIC) ou coisas imbecis do gênero, eu sinceramente as ignorarei. Estou lutando para contribuir com discussões melhores que essa...

O que me assusta é a atitude blasé das pessoas quanto a um fato tão inédito como esse. Blasé aí no sentido de Simmel, G.

Eu já gostava dele pelo belo ator que é, agora mais ainda. CHUPA, GLOBO!!!



Essas informações foram retiradas do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=-Zn5_NYFDFE&feature=related

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Filme Tropa de Elite 2



 

Produzir um relatório do filme relacionando o ideal de pessoa publica (política) idealizado por Platão e o que é mostrado no filme.

Política e filosofia — existe alguma relação entre essas práticas?



 

texto na integra


Questões:

1- Relacione a função da política platônica com a aristotélica

2- Com relação aos vídeos quais são os componentes que fazer parte das características da cultura grega.

3- Quanto aos significados que o texto traz sobre a política, busque imagens de jornais, revistas ou da internet que o represente. mínimo 4 imagens. (essa questão vale 1 ponto na média)

 

 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Filme - Somos Todos Diferentes






O filme conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção.

Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele, visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida... e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens.

Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver.

Filme - Somos Todos Diferentes




O filme conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção.

Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele, visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida... e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens.

Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ética kantiana




Com base nos dois vídeos acima elabore um relatório com as idéias apresentadas que norteiam a ética kantiana e qual a importância da razão para kant.

Ética kantiana




Com base nos dois vídeos acima elabore um relatório com as idéias apresentadas que norteiam a ética kantiana e qual a importância da razão para kant.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sócrates - filme completo




Com base no filme produza um relatório com as idéias de Sócrates apresentados no filme.

Sócrates - filme completo




Com base no filme produza um relatório com as idéias de Sócrates apresentados no filme.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vergonha do Senado Censura Globo


A Globo só apresentou esse texto bem cedo no Bom Dia Brasil, pois imediatamente após, alguns canalhas do Congresso e do Senado ligaram para os amiguinhos Marinho que retiraram o texto da pauta dos demais telejornais do dia.

Vergonha do Senado Censura Globo


A Globo só apresentou esse texto bem cedo no Bom Dia Brasil, pois imediatamente após, alguns canalhas do Congresso e do Senado ligaram para os amiguinhos Marinho que retiraram o texto da pauta dos demais telejornais do dia.